Opinião e Debate

Este artigo aborda os contextos geopolíticos globais em que se desenrola a presente pandemia, fazendo a sua relação com as tendências da cooperação para o desenvolvimento e com os efeitos que a pandemia está ou poderá vir a ocasionar e terminando com uma discussão sobre o caso das relações Europa-África, com destaque a propostas de mudança na racionalidade da parceria, tornando-a mais estratégica e adaptada ao mundo cada vez mais global em que vivemos e menos dependente dos tradicionais fluxos unívocos da ajuda.

Infelizmente, a Europa não parece ter aprendido as lições políticas da crise da zona euro. Vale a pena relembrá-las, sob pena de entrarmos numa espiral de declínio político nacional e europeu.

Tanto regimes autoritários como democráticos falham ou têm sucesso. Não é empiricamente correto estabelecer uma relação de causa-efeito entre regime político e a eficácia da resposta.

Bernardo Ivo Cruz, Carlos Branco, Carlos Gaspar, Diana Soller, Francisco Seixas da Costa, Luís Nuno Rodrigues, Luís Tomé, Tiago Moreira de Sá e Victor Angelo ajudam a perceber o impacto da pandemia.

O impacto da Covid-19 é sério no que toca a atos eleitorais. Dos Estados Unidos ao Sri Lanka, passando por uma série de países europeus, as escolhas dos representantes da democracia está a ser suspensa ou adiada.

Era bom que depois de atravessarmos o perigo do coronavírus e de lamentarmos cada uma das mortes que ele vai provocar, conseguíssemos sair do perigo com novos hábitos de vida, mais cientes das nossas limitações e da nossa fragilidade, mas mais solidários, menos consumistas, mais amigos do outro e do planeta. Isso é não só possível como desejável.

Bernardo Pires de Lima

A geopolítica do coronavírus

A pandemia do coronavírus tem tudo para ser a crise das nossas vidas. Quem está a geri-la? Que soluções estão em cima da mesa? E que efeitos poderá causar nos próximos ciclos políticos e na etapa geopolítica que atravessamos?

As alterações climáticas representam uma ameaça ambiental e um desafio à prosperidade social e económica global, e de forma geral à paz e à segurança no mundo.

Bernardo Pires de Lima

Portugal nas primárias democratas

Não há ainda muitas lições a tirar neste arranque das primárias democratas, mas há alguns sinais interessantes sobre a forma de estar da América no mundo, com impacto no partido, depois de décadas orientado num sentido. Tudo isto pode ter efeitos duradouros que Portugal devia acompanhar com atenção.

Se no caso da tecnologia de telecomunicações a América está a sentir certa dificuldade em contrariar os interesses chineses, pelo menos a nível energético é evidente que a superioridade está do seu lado.